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GINÁTICA CEREBRAL: MALHANDO OS NEURÔNIOS

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Criada há 25 anos pela médica Tania Guerreiro, a Oficina da Memória é um espaço para ativar e estimular a memória e outras funções do cérebro.

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A proposta do trabalho é prevenir os transtornos de memória ligados à idade, atender os que desejam fortalecer a capacidade de aprendizagem ou ainda tratar aqueles que já apresentam prejuízos cognitivos.

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As oficinas exercitam a atenção, a concentração, a percepção, os vários tipos de memória, o raciocínio e tantas outras capacidades importantes para otimização dos recursos cerebrais.

 

 

DICAS DA DRA. TANIA

 

Memória decepcionante
Caso sua memória esteja lhe decepcionando, comprometendo o seu desempenho nas atividades diárias, procure um neurologista, geriatra ou neuropsicólogo para uma avaliação e orientação.
 
Pensamento voador
Quando o seu pensamento “voar”, utilize um papel para fazer anotações relativas aos compromissos que sua mente vem se esforçando em lhe lembrar.
 
Faça uma ‘cola’
Coloque o coração em todas as suas atividades; viva plenamente. Lembre-se de que a emoção é a “cola” da memória.
 
Afaste as preocupações
Afaste as preocupações, estabeleça prioridades, organize seu tempo. Mantenha-se alerta e presente nas suas atividades diárias. Sua memória agradece.
 
Acredite em você
Acredite em sua capacidade de fixar novas informações. Não desdenhe de sua memória, isso não ajuda.
 
Cérebro em boa forma
Inclua cereais integrais, castanhas e passas na sua alimentação, pois são importantes fontes de nutrientes para manter cérebro em boa forma.
 
Leia mais
Leia jornais, revistas e livros de estilos diferentes. Passeie, vá a shows, exposições e cinema. Em seguida, comente com seus amigos e familiares.
 
Encontre novas soluções
Encare as dificuldades e perceba as situações novas como oportunidades de exercitar sua flexibilidade e capacidade de encontrar novas soluções.
 
Jogos e brincadeiras
Participe de jogos e brincadeiras com amigos e parentes. Experimente novas vivências e novas aprendizagens. Não seja escravo da rotina.
 
Cuidado com a sedução do sofá
Fuja da “sedução do sofá”; praticando exercícios regularmente você conquista mais saúde e eleva o seu astral.
 

 

 

Parceria Oficina da Memória – Curso da Vida
http://www.cursodavida.com.br/cuide_se/promocao_da_saude/exercite-seu-cerebro/ginastica-cerebral-malhando-os-neuronios.html
 

 

 

PROTEJA SEUS NEURÔNIOS

Está provado: o estresse danifica a memória

 

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Você se lembra do cardápio do jantar de ontem? Ou da data do aniversário do seu chefe?E da placa do seu carro?

 

Se suas respostas foram negativas, saiba que você não é o único a ter falhas de memória. Esquecimentos fazem parte do dia a dia de todos, não importa a idade. Agem como mecanismo de defesa do sistema nervoso central, que programa o descarte das informações inúteis. Até aí, nada demais. O preocupante é a constatação dos especialistas de que os jovens se queixam com uma frequência cada vez maior de seguidos lapsos de memória.

 

Segundo a geriatra Tania Guerreiro, fundadora da Oficina da Memória, a razão se deve primordialmente ao estresse do cotidiano.

 

– As pessoas são bombardeadas por muita informação, tem diversas demandas simultâneas e sobrecarga de trabalho – atesta a geriatra. – Essas situações jogam na corrente sanguínea cortisol e adrenalina, que danificam as células  nervosas do hipocampo, a área do cérebro responsável pela formação de novas memórias.

 

 

MENTE TURBINADA

– Use a agenda para anotar os compromissos.

– Procure ajuda de um neurologista, geriatra ou neuropsicólogo, se suas falhas de memória estão comprometendo o seu desempenho social ou profissional.

– Acredite sempre em sua capacidade de fixar novas informações. Não repita que não tem boa memória, isso só atrapalha.

– Afaste as preocupações, estabeleça prioridades e organize seu tempo.

– Abra espaço na sua rotina para atividades de lazer.

– Satisfaça sua curiosidade e coloque paixão em suas atividades. Lembre-se de que a emoção é a cola da memória.

 

 

 

Matéria publicada na Revista de Domingo – Saúde
por Aimée Louchard

 

Portal IBM

 

 

 

Parece que os esquecimentos se tornaram comuns, e não ficam restritos aos mais velhos. Só que é muito menos angustiante justificar as falhas de memória dos mais jovens ou dos jovens adultos do que dos mais velhos.

 

São tantos as interesses e apelos que a garotada perde mesmo o foco, ficando mais dispersiva. Os adultos jovens não ficam atrás: a sobrecarga de tarefas e responsabilidades, o cansaço pelo pouco dormir, a má alimentação decorrente da correria, são, em geral, os responsáveis, o que da para pressupor que, passada a fase de estresse, tudo melhora.

 

Mas, para os mais velhos, esquecer-se de pagar uma conta, de dar um recado ou de onde guardou as chaves ou, ainda, ter dificuldade de concluir um pensamento por causa da palavra ou expressão que lhe escapou da memória, toma outra dimensão. Tende-se a associar logo ao envelhecimento e vem à sensação de incapacidade e o temor pelas doenças degenerativas.

 

Mitos e verdades


A médica geriatra e gerontóloga Tania Guerreiro, professora da UnATI – Universidade Aberta da Terceira Idade da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, explica que o envelhecimento predispõe ao esquecimento por causa das mudanças biológicas, mas não existe uma relação obrigatória entre um e outro.

 

A médica alerta que os cuidados com a saúde são fundamentais para manter o cérebro em boa forma – Há condições que aumentam o risco de declínio cognitivo (ou seja, de diminuir a capacidade de aprendizagem, de solucionar problemas etc.) como insônia, má nutrição, uso excessivo de medicamentos, estresse intenso, depressão, doenças como diabetes e hipertensão arterial quando não tratados.

 

“No envelhecimento saudável não há perda de memória, embora as pessoas fiquem mais suscetíveis às falhas”, diz Tania e continua “o individuo saudável que mantem uma visão positiva sobre suas capacidades, expressa isso no bom desempenho da memória”.

 

A geriatra enfatiza que, além das condições físicas, os sentimentos e o ambiente externo interferem na memória, e brinca dizendo que “o afeto é a cola da memória e a indiferença sua maior inimiga”.

 

As mágoas e ressentimentos também são verdadeiras pragas para a memória, pois ocupam muito espaço na “memória de trabalho” que a médica define como a memória do “aqui e agora”, a memória “online”, que usamos a toda hora, que acessa as outras memórias. Ela funciona coma uma espécie de estação de trabalho, e explica:

 

“A memória faz parte de um processo que ativamos quando, por exemplo, conversamos. Ao mesmo tempo em que falamos, acionamos outros mecanismos que dividem a nossa atenção. Estamos, num só tempo, “captando” as reações do interlocutor, “fixando-nos” no que dizemos e ouvimos, “resgatando” fatos antigos e/ou recentes, “preocupando-nos” com o compromisso que temos a seguir, e tantas outras interferências mais”.

 

Quando se é jovem se consegue administrar até sete informações ao mesmo tempo. Depois dos 40, este processamento fica mais lento. Se dispersa com mais facilidade, a capacidade de atenção não é mais a mesma. Então, o esquecimento, muitas vezes, decorre de uma falha de atenção, ou seja, de ineficácia no gerenciamento de todo esse processo.

 

 

Matéria publicada no Portal IBM
Família 24 horas
Abril de 2006
por Maria Lucia

 

 

OBS: A entrevistada Tania Guerreiro é médica especializada em geriatria e gerontologia, mestre em Saúde Coletiva e doutora em Ciências Biomédicas. Criou e dirige a Oficina da Memória que está credenciada no Facilitando sua Vida, na seção “Terceira Idade”, em “Cursos diversos” na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

 


Lembre-se: Oficina da Memória, só existe uma

O GLOBO – ZONA SUL

 

Cursos, oficinas e eventos mostram que é possível envelhecer mantendo a mente ativa e com qualidade de vida.

 

Criada em 1991, a Oficina da Memória® conquistou seu espaço no mercado com pioneirismo, desenvolvendo um centro exclusivamente voltado para a prevenção e para o tratamento de pessoas com dificuldade e perda gradativa da memória. Em abril, completa-se 22 anos de um trabalho sério que tem como meta não só a otimização da memória como também o desenvolvimento global do indivíduo. Através de suas diversas atividades de caráter teórico vivencial, é possível identificar as dificuldades de cada um ao mesmo tempo em que se aprimoram suas capacidades e potencialidades.

 

Na direção da Oficina da Memória® está a geriatra e especialista em memória Dra. Tania Guerreiro. Ela e sua equipe, formada por médicos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e professores de arte e música, desenvolvem um trabalho com foco no indivíduo. O resultado mais importante é o permanente estímulo à vida e ao prazer de novas descobertas e novas conquistas. Com mestrado e doutorado sobre o tema, Dra. Tania junto com sua equipe também ministram cursos na Universidade Aberta à Terceira Idade da UERJ (UnATI). São aulas concorridas que estimulam a memória, o relacionamento entre os participantes e uma vida mais saudável e prazerosa.

 

Além dos cursos que priorizam o trabalho com a memória, há cursos de otimização cognitiva que contemplam temas como a literatura, arte, música e tecnologia.

 

OFICINA DA MEMÓRIA é marca registrada no INPI e protegida pela lei de patentes em todo o território nacional, sendo de uso exclusivo da Dra. Tania Guerreiro.

 

Foto: Marcelo Vallin.

Revista SimplesMente – Setembro de 2012

Revista SimplesMente

Edição 2 (Setembro 2012)

Texto: Kássio Motta

Fotografia: Alexandre Sant’Anna

 

 

MEXA-SE

A memória enfraquece se você não ativá-la sempre

Entrevista com a Dra. Tania Guerreiro


 

Especialista em terceira idade diz que aprender coisas novas, fazer jogos que desafiem a memória e conviver com parentes ou amigos ajudam a qualidade do cérebro.

Médica, mestre em saúde coletiva, doutora em biociências, com especializações em geriatria e gerontologia e, principalmente, uma especialista que dá enorme valor a prevenção de doenças e aos males da saúde. Esta é Tania Guerreiro, carioca de 48 anos, que trabalha com pessoas da terceira idade em cursos na Universidade Aberta da Terceira Idade (Una-ti), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e na Oficina da Memoria, em sua clinica, em Copacabana e na Tijuca, no Rio de Janeiro, além de ministrar workshops. Nessas atividades, ela define estratégias de reabilitação cognitiva e dirige uma equipe multidisciplinar qualificada nas áreas de neurociências e envelhecimento, déficit cognitivo ou síndromes de memória. O alvo: bem-estar e harmonia. Coautora do livro “Memória e demência: (re)conhecimento e cuidado”, Tania conta, nessa entrevista a simpLesMente, como manter um bom funcionamento da memoria, mesmo apos algumas perdas naturais causadas pelo passagem do tempo.

 

A partir de que idade nosso cérebro começa a sinalizar mudanças corn relação a memória? E que mudanças são essas?

Algumas mudanças neurofisiológicas podem ser observadas a partir dos 40 anos e facilitam a ocorrência de falhas de memória. Ficamos mais predispostos à distração. Implicam a necessidade de maior tempo para fixação e resgate da informação da memória e tendem a nos tornar menos eficazes na realização de tarefas simultâneas.

 

Como podemos distinguir um esquecimento causado polo envelhecimento natural de um que seja patológico?

Em muitos casos, faz-se necessária a avaliação de um profissional experiente para distinguir falhas de memória benignas associadas ao envelhecimento daquelas que expressam a presença de uma patologia subjacente. A recomendação de praxe é que no caso dessas falhas serem frequentes ou importantes, trazendo repercussões negativas no dia a dia, seja feita uma avaliação medica. Vale ressaltar que, além das temidas demências, existem inúmeras causas de prejuízo de memória que podem ser tratadas e até mesmo curadas, quando ha um diagnostico precoce.

 

O que devemos fazer para superar as mudanças provenientes da idade?

Adotar um estilo de vida saudável, trabalhando mente e corpo com equilíbrio. E reconhecida a associação positiva existente entre atividade física e saúde em geral, motivação, vivacidade mental e melhor desempenho de memória. Aprender um novo idioma, tocar um instrumento musical ou, ainda, jogar xadrez ou outros jogos são exemplos de atividades enriquecedoras.

 

Qual a importância dos relacionamentos sociais?

O ser humano necessita da vida em sociedade, do convívio com outras pessoas para manter sua saúde mental. Essa necessidade e o desejo de interação social variam de pessoa para pessoa. O convívio com pessoas da família, com amigos e conhecidos proporciona uma importante demanda das capacidades cognitivas do idoso e favorece a manutenção da eficácia da memória. A acomodação e a preguiça mental consistem em risco para pessoas de todas as idades, mas, sobretudo, para os idosos. Nosso cérebro trabalha num sistema de economia e tende a optar pelos processos já conhecidos e que exijam menos esforço. Assim, existe uma propensão a nos distanciarmos das situações novas com o avançar da idade e, como consequência, deixarmos de alimentar nosso cérebro com estímulos que o instiguem a funcionar plenamente.

 

Legendas das fotos:

  • Alunos da Unati/uerj se divertem, interagem, praticam exercícios. Tudo para preservar a mente.
  • Dra. Tania Guerreiro