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Tania Guerreiro: “A mágoa atrapalha a memória”

Adotar uma dieta rica em verduras e legumes, praticar exercícios físicos, administrar o estresse, dormir bem, nutrir as relações sociais e desafiar o cérebro. Essas são algumas dicas para manter a memória eficaz,tema brilhantemente abordado pela geriatra TâniaGuerreiro, ontem, noAuditório daRedeGazeta, dentro do ciclo “Encontros do Saber”. O evento é uma parceria daRedeGazeta e daCasa do SaberRio. Para a estudiosa, a mágoa e o ressentimento também atrapalham a memória. “Agente não deve ocupar a mente com a mágoa”.

 

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#EncontrosdoSaberNaRedeGazeta.

A editora da Revista.ag, Mariana Perini, o diretor de Negócios da Rede Gazeta, Marcello Moraes, a geriatra Tânia Guerreiro, a diretora executiva da Casa do Saber Rio, Adriana Zebulun, e o joalheiro Ricardo Vieira: manhã de saber. FOTOS: MÔNICA ZORZANELLI

 

Saúde da memória

“O perdão é um ato de inteligência.”

TÂNIA GUERREIRO, geriatra, sobre a necessidade de desocupar a mente com coisas negativas

 

Receita

“Atividade intelectual, engajamento social e fé estimulam a memória.”

TÂNIA GUERREIRO, geriatra, que fez palestra ontem, na Rede Gazeta

 

 

 

A Gazeta

Renata Rosseli

ZIG ZAG

Quarta, 22 de agosto de 2018

 

 

Jornal, A Gazeta

 

“Nossa memória é caprichosa, ela precisa de tempo para armazenar e fixar as informações”

A médica, que fará a palestra “Como manter a mente mais eficaz” na Rede Gazeta nesta terça, ressalta a importância de viver o momento e ter apego ao novo para manter uma memória saudável.

 

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Atire a primeira pedra quem nunca esqueceu daquela reunião importante no escritório, de tomar o remédio na hora certa ou até da data do aniversário de casamento. Alguns lapsos de memória são comuns e inofensivos, o problema é quando eles se tornam cada vez mais frequentes e acabam afetando a nossa vida e a de quem está a nossa volta. Por conta disso é tão importante manter nossa mente saudável e eficaz.

 

A médica especialista em Geriatria e Gerontologia, Tânia Guerreiro, viráaoEstado nesta terça-feira para nos ajudar a fazer isso. Ela será a terceira palestrante do Encontros do Saber–uma parceria da Rede Gazetacoma Casado Saber Rio,em comemoração aos 10 anos da Revista.ag – e falará sobre “Como manter a mente eficaz? Caminhos para a conquista de uma memória saudável”.

 

“Precisamos buscar formas para deixar a nossa mente sempre ativa e atenta aos novos conhecimentos”, declarou ela, que também trará dicas e dinâmicas para nos ajudar a fixar todas as informações recebidas diariamente. “Na maioria das vezes, as pessoas relacionam a falta de memória à questão da idade, como se as pessoas mais velhas fossem as mais esquecidas.Mas está provado que o esquecimento é um mecanismo natural e fisiológico, e sua relação está diretamente ligada ao estágio de atividade da mente. Ou seja, para termos uma memória saudável, precisamos manter a mente ativa e isso independe de idade cronológica”, explicou.

 

Tânia ressaltou ainda a importância de estarmos atentos aos bloqueios que impedem essa atividade natural da mente.“ O estresse e a correria do dia a dia são exemplos desses bloqueios, assim como os sintomas da depressão. São vários os obstáculos que enfrentamos no cotidiano que aumentam a sensação de mente cansada, além de contribuírem diretamente para a falta de memória.”

 

A médica também é criadora e diretora da Oficina da Memória, uma instituição
que atua com atendimentos individuais e em grupos para promover a eficácia da memória por meio de exercícios e estratégias de aprimoramento que, juntos, ajudam na conquista da vitalidade cognitiva e da qualidade de vida de cada pessoa. A seguir, Tânia explica um pouco mais sobre as abordagens e ações para a estimulação de uma mente eficaz e sobre os estágios da memória.

 

Como a relação entre o corpo,a mente e o ambiente afeta o cérebro?

 

Primeiro temos que entender que nós somos um todo indivisível, nutridos por meio das sensações, emoções e sentimentos que estimulam o bom funcionamento do organismo. Sendo assim, precisamos criar uma interação plena e profunda entre a mente e o corpo. E,
para que essa relação se torne positiva, é fundamental fazer um exercício de autoconhecimento e de busca da harmonia consigo mesmo. Depois, é importante entender melhor os ambientes em que vivemos e aqueles que nós criamos no dia a dia, para que possa ser feito um equilíbrio entre as ações e as sensações para cada momento e situação.

 

A partir dessa etapa, vamos conseguir um engajamento entre os sentimentos, no qual é necessário pressa diante de alguns desafios e dificuldades, mas também calma e sabedoria para encontrar as melhores soluções. Nesse ponto é que está a relevância de equilibrar a relação entre a mente, o corpo e o ambiente, que vai interferir nos estímulos da nossa memória, que vem com a qualidade das nossas ações e dos nossos pensamentos.

 

Quais as principais etapas do processo de funcionamento da nossa memória?

 

Primeiro, gostaria de dizer que a nossa memória é caprichosa, ela necessita de tempo para captar, armazenar e fixar as informações recebidas. E outro ponto importante é que ela e a nossa mente são sensíveis ao nosso estado emocional.Dessa forma, o seu funcionamento atua com três processos básicos que interagem entre si, tendo início com a codificação, depois o armazenamento e, também, o entendimento dos dados recebidos.

 

Equanto mais uma pessoa entende sobre esse processo mais ela poderá aprimorar sua memória, já que para se fortalecer também é exigido de cada pessoa, tempo, envolvimento e total consciência do momento presente, para que as informações sejam recebidas e armazenadas.

 

É importante entender que recebemos mais de 100 mil bits de informações por
segundo, e naturalmente esses dados são deletados de acordo com as vivências do
dia. Mas existem situações que afetam muito a nossa memória, como as dificuldades
e os desafios enfrentados em todas as áreas. Porém, um fator que atua diretamente na memória é a crise financeira, no qual a perspectiva de ficar sem dinheiro
é interpretada como ameaça a vida e, com isso, gera alguns bloqueios na mente.

 

E qual a melhor forma de enfrentar esses bloqueios que impedem a boa atuação da mente?

 

A vida é cheia de altos e baixos, alegrias e tristezas, e diariamente enfrentamos muitas situações complicadas e difíceis, em que o nível de adrenalina sempre está alto. Quem dera se durante todo o dia a gente só recebesse notícia boa. Não há como criar um estilo de vida onde não existam esses bloqueios do nosso bem-estar, afinal eles são necessários para nos fortalecer e fazer seguir adiante. E é nítido que a nossa mente e a memória são bem afetadas por essas situações negativas e, às vezes,se entregam ao lado ruim, como acontece em alguns casos de depressão,em que a pessoa só enxerga a escuridão, não vê a luz no fim do túnel.

 

Mas o que seria da vida sem os desafios e os aprendizados com as dificuldades? O que precisamos fazer é tentar, por certos momentos, desconectar da loucura do dia a dia, equilibrar as vivências do mundo interior com o exterior, isso é essencial para amortecer o estresse. A gente precisa ter mais fome de buscar o que nos faz bem. Precisamos parar para analisar o tempo que temos para compartilhar as coisas boas com as outras pessoas, não pela tela do celular, mas pelo olho no olho, na interação e no contato pessoal entre família e amigos.

Afinal, a memória existe na medida em que compartilhamos os momentos, ela vive dentro de cada um, mas precisa sair do pensamento para a prática e assim ganhar força e espaço nas melhores lembranças.

 

Como podemos driblar as falhas que podem acontecer com a memória?

 

Manter hábitos saudáveis ajuda muito. Por isso, a prática de exercícios físicos regularmente junto com uma alimentação saudável são fatores importantes de ajuda nesse processo da busca por uma memória saudável. Assim como ter uma vida social e intelectual ativa é outro fator de proteção para a boa memória.

 

Mas o fundamental, tanto para a memória quanto para deixar a mente sempre ativa, é estarmos abertos para o aprimoramento pessoal em todas as situações, pois a curiosidade e a busca por novos aprendizados alimenta o cérebro e o faz querer se manter em total atividade, mantendo também ativas nossas funções cognitivas. Por isso,não desperdice a chance de viver o novo nas coisas mais simples, como ouvir uma música nova ou passar por um novo percurso indo ou voltando do trabalho. Não podemos nunca perder o interesse e a paixão por viver.

 

A avalanche de informações e os estímulos criados com o avanço da tecnologia ajudam ou atrapalham?

 

A população vive conectada, isso já é um fato. Estamos o tempo todo de olho no que está acontecendo ao nosso redor. E isso só é possível com a ajuda da tecnologia, que se usada de maneira correta pode ser muito útil até mesmo para treinar algumas funções do cérebro. O problema é quando dividimos nossa atenção entre diversas tarefas ou dispositivos ao mesmo tempo, isso já se torna um pouco negativo. Temos que entender que a tecnologia veio como recurso para agregar mais facilidade a nossa vida. O que não podemos é abrir mão do nosso comando feito pelo cérebro, o que acontece em algumas situações em que o celular é quem toma a posição de comando.

 

É necessário que a gente coloque regras para o uso dessas tecnologias, principalmente
com as crianças, impondo hora, tempo e limites. E, também, que possamos estabelecer momentos sem o celular, o tablet, o notebook, etc… Não podemos ficar a reboque da tecnologia e muito menos abrir mão do nosso aperfeiçoamento como ser humano, que pode e deve feito sem a interferência desses aparelhos, mas com a vivência e interação entre os grupos.

 

Quais são as ações que ajudam a manter a nossa mente ativa e auxiliam para sempre termos uma memória saudável?

 

Uma das principais posições que serve de base para ajudar na atividade da mente é encontrar um equilíbrio para conseguir usufruir do presente que a vida nos dá todos os dias; é viver cada momento como se fosse único. Assim como ter um apego ao novo, se agarrar em coisas novas, buscar novas histórias e novos finais.

 

Quando essa consciência já existir, cada pessoa pode procurar algumas atividades que ajudam diretamente na memória, como ouvir música, pois já está comprovado que cantar ajuda no acesso ao mundo emocional de forma mais rápida e deixa as pessoas mais relaxadas e confiantes. Assim como, para quem gostar de dançar, é uma excelente opção para colocar a mente em atividade.

 

Outra ação que pode auxiliar é a meditação, estabelecer um momento de quietude, que pode serem contato com a natureza. E também um hábito que pode ajudar é o da leitura, ler é realmente fazer uma viagem para outra história, além de estar sempre recebendo conhecimentos diferentes. E para quem gosta de estudar, fazer cursos em geral ou até cursos de línguas interferem de forma positiva na memória, pois a mente fica em atividade total. Sem falar que todos esses fatores também contribuem para amortecer o estresse e a depressão.

 

 

SERVIÇO
Evento: Encontros do Saber
Palestra: ”Como manter uma mente eficaz?
Caminhos para a conquista de uma memória
saudável”, com a médica, especialista em Geriatria e
Gerontologia, Tânia Guerreiro.
Local: Auditório da Rede Gazeta
Quando: Terça-feira (21/08), às 8h30

 

 

 

GINÁTICA CEREBRAL: MALHANDO OS NEURÔNIOS

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Criada há 25 anos pela médica Tania Guerreiro, a Oficina da Memória é um espaço para ativar e estimular a memória e outras funções do cérebro.

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A proposta do trabalho é prevenir os transtornos de memória ligados à idade, atender os que desejam fortalecer a capacidade de aprendizagem ou ainda tratar aqueles que já apresentam prejuízos cognitivos.

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As oficinas exercitam a atenção, a concentração, a percepção, os vários tipos de memória, o raciocínio e tantas outras capacidades importantes para otimização dos recursos cerebrais.

 

 

DICAS DA DRA. TANIA

 

Memória decepcionante
Caso sua memória esteja lhe decepcionando, comprometendo o seu desempenho nas atividades diárias, procure um neurologista, geriatra ou neuropsicólogo para uma avaliação e orientação.
 
Pensamento voador
Quando o seu pensamento “voar”, utilize um papel para fazer anotações relativas aos compromissos que sua mente vem se esforçando em lhe lembrar.
 
Faça uma ‘cola’
Coloque o coração em todas as suas atividades; viva plenamente. Lembre-se de que a emoção é a “cola” da memória.
 
Afaste as preocupações
Afaste as preocupações, estabeleça prioridades, organize seu tempo. Mantenha-se alerta e presente nas suas atividades diárias. Sua memória agradece.
 
Acredite em você
Acredite em sua capacidade de fixar novas informações. Não desdenhe de sua memória, isso não ajuda.
 
Cérebro em boa forma
Inclua cereais integrais, castanhas e passas na sua alimentação, pois são importantes fontes de nutrientes para manter cérebro em boa forma.
 
Leia mais
Leia jornais, revistas e livros de estilos diferentes. Passeie, vá a shows, exposições e cinema. Em seguida, comente com seus amigos e familiares.
 
Encontre novas soluções
Encare as dificuldades e perceba as situações novas como oportunidades de exercitar sua flexibilidade e capacidade de encontrar novas soluções.
 
Jogos e brincadeiras
Participe de jogos e brincadeiras com amigos e parentes. Experimente novas vivências e novas aprendizagens. Não seja escravo da rotina.
 
Cuidado com a sedução do sofá
Fuja da “sedução do sofá”; praticando exercícios regularmente você conquista mais saúde e eleva o seu astral.
 

 

 

Parceria Oficina da Memória – Curso da Vida
http://www.cursodavida.com.br/cuide_se/promocao_da_saude/exercite-seu-cerebro/ginastica-cerebral-malhando-os-neuronios.html
 

 

 

PROTEJA SEUS NEURÔNIOS

Está provado: o estresse danifica a memória

 

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Você se lembra do cardápio do jantar de ontem? Ou da data do aniversário do seu chefe?E da placa do seu carro?

 

Se suas respostas foram negativas, saiba que você não é o único a ter falhas de memória. Esquecimentos fazem parte do dia a dia de todos, não importa a idade. Agem como mecanismo de defesa do sistema nervoso central, que programa o descarte das informações inúteis. Até aí, nada demais. O preocupante é a constatação dos especialistas de que os jovens se queixam com uma frequência cada vez maior de seguidos lapsos de memória.

 

Segundo a geriatra Tania Guerreiro, fundadora da Oficina da Memória, a razão se deve primordialmente ao estresse do cotidiano.

 

– As pessoas são bombardeadas por muita informação, tem diversas demandas simultâneas e sobrecarga de trabalho – atesta a geriatra. – Essas situações jogam na corrente sanguínea cortisol e adrenalina, que danificam as células  nervosas do hipocampo, a área do cérebro responsável pela formação de novas memórias.

 

 

MENTE TURBINADA

– Use a agenda para anotar os compromissos.

– Procure ajuda de um neurologista, geriatra ou neuropsicólogo, se suas falhas de memória estão comprometendo o seu desempenho social ou profissional.

– Acredite sempre em sua capacidade de fixar novas informações. Não repita que não tem boa memória, isso só atrapalha.

– Afaste as preocupações, estabeleça prioridades e organize seu tempo.

– Abra espaço na sua rotina para atividades de lazer.

– Satisfaça sua curiosidade e coloque paixão em suas atividades. Lembre-se de que a emoção é a cola da memória.

 

 

 

Matéria publicada na Revista de Domingo – Saúde
por Aimée Louchard

 

Portal IBM

 

 

 

Parece que os esquecimentos se tornaram comuns, e não ficam restritos aos mais velhos. Só que é muito menos angustiante justificar as falhas de memória dos mais jovens ou dos jovens adultos do que dos mais velhos.

 

São tantos as interesses e apelos que a garotada perde mesmo o foco, ficando mais dispersiva. Os adultos jovens não ficam atrás: a sobrecarga de tarefas e responsabilidades, o cansaço pelo pouco dormir, a má alimentação decorrente da correria, são, em geral, os responsáveis, o que da para pressupor que, passada a fase de estresse, tudo melhora.

 

Mas, para os mais velhos, esquecer-se de pagar uma conta, de dar um recado ou de onde guardou as chaves ou, ainda, ter dificuldade de concluir um pensamento por causa da palavra ou expressão que lhe escapou da memória, toma outra dimensão. Tende-se a associar logo ao envelhecimento e vem à sensação de incapacidade e o temor pelas doenças degenerativas.

 

Mitos e verdades


A médica geriatra e gerontóloga Tania Guerreiro, professora da UnATI – Universidade Aberta da Terceira Idade da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, explica que o envelhecimento predispõe ao esquecimento por causa das mudanças biológicas, mas não existe uma relação obrigatória entre um e outro.

 

A médica alerta que os cuidados com a saúde são fundamentais para manter o cérebro em boa forma – Há condições que aumentam o risco de declínio cognitivo (ou seja, de diminuir a capacidade de aprendizagem, de solucionar problemas etc.) como insônia, má nutrição, uso excessivo de medicamentos, estresse intenso, depressão, doenças como diabetes e hipertensão arterial quando não tratados.

 

“No envelhecimento saudável não há perda de memória, embora as pessoas fiquem mais suscetíveis às falhas”, diz Tania e continua “o individuo saudável que mantem uma visão positiva sobre suas capacidades, expressa isso no bom desempenho da memória”.

 

A geriatra enfatiza que, além das condições físicas, os sentimentos e o ambiente externo interferem na memória, e brinca dizendo que “o afeto é a cola da memória e a indiferença sua maior inimiga”.

 

As mágoas e ressentimentos também são verdadeiras pragas para a memória, pois ocupam muito espaço na “memória de trabalho” que a médica define como a memória do “aqui e agora”, a memória “online”, que usamos a toda hora, que acessa as outras memórias. Ela funciona coma uma espécie de estação de trabalho, e explica:

 

“A memória faz parte de um processo que ativamos quando, por exemplo, conversamos. Ao mesmo tempo em que falamos, acionamos outros mecanismos que dividem a nossa atenção. Estamos, num só tempo, “captando” as reações do interlocutor, “fixando-nos” no que dizemos e ouvimos, “resgatando” fatos antigos e/ou recentes, “preocupando-nos” com o compromisso que temos a seguir, e tantas outras interferências mais”.

 

Quando se é jovem se consegue administrar até sete informações ao mesmo tempo. Depois dos 40, este processamento fica mais lento. Se dispersa com mais facilidade, a capacidade de atenção não é mais a mesma. Então, o esquecimento, muitas vezes, decorre de uma falha de atenção, ou seja, de ineficácia no gerenciamento de todo esse processo.

 

 

Matéria publicada no Portal IBM
Família 24 horas
Abril de 2006
por Maria Lucia

 

 

OBS: A entrevistada Tania Guerreiro é médica especializada em geriatria e gerontologia, mestre em Saúde Coletiva e doutora em Ciências Biomédicas. Criou e dirige a Oficina da Memória que está credenciada no Facilitando sua Vida, na seção “Terceira Idade”, em “Cursos diversos” na cidade do Rio de Janeiro/RJ.